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enghawthe
IAw galera, bem esse aki eh um espaço destinado pra as pessoas que keiram escrever sobre a banda, sobre uma experiencia com ela ou coisa do genero. Voce ki ker falar, escrever contos ou e_storias, tudo vale, mas tem q gostar.... mande pro meu email e todos serao publicados...VlW
Ser fă
A ENGENHARIA MUSICAL DE HUMBERTO GESSINGER
Há muito ouço rock, começou na adolescência como a maioria do pessoal. Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Titãs e algumas bandas americanas e inglesas. Mas sempre me chamou à atenção as letras da banda Engenheiros do Hawaii, entre outras coisas, a forma como Humberto Gessinger (líder e compositor da banda) adapta fatos e situações históricas para as letras de suas canções. As composições de Gessinger são cheias de metáforas e analogias, e é dessa forma que ele faz uso da realidade para tornar ainda mais inteligíveis suas canções.
Numa só canção, “crônica” de 1986 Humberto faz referencia a três fatos e os análoga com o enredo da música, ele diz: “todo mundo já tomou a coca cola e a coca cola já tomou conta da China”, numa referencia ao processo de abertura econômica da China, que no início da década de 1980 estava saindo do comunismo de Mão Tsé-tung e se rendendo ao capitalismo; em seguida ele afirma: “todo cara luta por uma menina e a Palestina luta pra sobreviver” , referindo-se aos inúmeros conflitos entre o povo palestino e o estado de Israel , que foi criado dentro do território palestino por resolução da ONU em 1948; logo depois ele diz: “e a cidade cada vez mais violenta (tipo Chicago nos anos quarenta)”, referindo-se a cidade de Chicago nos Estados Unidos onde nos anos quarenta estava instalada o grosso da máfia italiana na América. Esse também foi o período em que a máfia chegou ao ápice do poder. Liderada pelo famoso Al Capone, a máfia lucrava traficando bebidas alcoólicas, pois esse foi um período de lei seca nos Estados Unidos, e aterrorizava a cidade assassinando quem ousasse desafia-la.
Em “alívio imediato” de 1989, Humberto cita o bombardeio norte-americano contra a Líbia do ditador Moammar Qadhafi como forma de retaliação derrubada de um avião de passageiros na Escócia por um grupo terrorista supostamente patrocinado pelo governo líbio, ele diz: “a Líbia bombardeada / a libido e o vírus / o poder, o pudor”. No final da mesma música ele análoga a separação de duas pessoas à separação geográfica da Alemanha durante a guerra fria, entre ocidental e oriental, capitalista e socialista respectivamente, divididas simbolicamente pelo muro de Berlim e as Coréias do Sul e do Norte divididas, depois de uma sanguinária guerra em 1956, também por motivos econômicos, Humberto escreve: “há um muro de Berlim dentro de mim / tudo se divide / todos se separam / duas Alemanhas / duas Coréias”.
“Jogam bombas em Nova Iorque / jogam bombas em Cabul / como se jogassem a lata fora depois de beber um red bull”, esses versos são da música “e-stória” de 2002. de forma muito engenhosa Gessinger cita o ataque ao Word Trade Center em 11 de setembro de 2001 e a conseqüência do ataque, que foi a invasão do Afeganistão pelos norte-americanos com a desculpa de capturar Osama Bin Ladem, líder da Al Qaeda, organização apontada como responsável pelo ataque as torres gêmeas.
Em março de 2003 os Estados Unidos deram início, contra decisão do conselho de segurança da ONU, a segunda guerra do Golfo. Dessa vez a desculpa era que o Iraque do ditador Sadam Russeim possuía armas químicas que poderiam vir a ser usadas contra a América. Começava a política imperialista americana do “atacar primeiro para não ser atacado depois”. Pois bem. Fizeram a guerra, venceram, e absolutamente nenhuma arma química foi encontrada no Iraque, em 2004 Gessinger compôs “armas químicas e poemas”, que diz: “aonde leva essa loucura / qual é a lógica do sistema / onde estavam as armas químicas / o que diziam os poemas”.
Já em “até o fim” de 2003, ele faz referencia a ilha de Cuba e seu quase meio século de resistência ao capitalismo, mesmo sob sanções econômicas duríssimas, ele diz: “mas eu não vim até aqui pra desistir agora / a ilha não se curva noite a dentro vida a fora”.
Na música “nunca mais poder” de 1990, Humberto parece afirmar o uso da história em suas composições, ele faz uso do conceito de “eterno”, que é inerente a história, para escrever sobre o pós-modernismo, ele diz: “todo mundo é eterno / todo mundo é moderno / todo mundo é tudo / como a coluna Prestes / as colunas de Niemayer / como a Holanda de 1974”.
Por Nilton Cézar
Show no PP2008..... foi tdb!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Próximo ano Agente se Encontra lá!

